
O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde publicou instruções recomendando a vacinação da gripe H1N1 para todas as pessoas soropositivas. A Nota Técnica Nº 67/10 lembra que pessoas que vivem com o HIV devem se vacinar na 2º etapa da campanha de imunização, de 22 de março até 02 de abril, como “pacientes com imunodepressão por uso de medicação ou relacionada às doenças crônicas”.
A nota do Ministério ainda pede para que as pessoas que vivem com HIV informem que possuem uma doença crônica nos postos de vacinação, mas não é necessário informar qual é a enfermidade. Por último, o Ministério recomenda que não sejam feitas coletas de exames para carga viral e contagem de Linfócitos nas quatro semanas após a vacinação.
Fonte: AGÊNCIA AIDS DE NOTICIAS

Pesquisadores concluíram que lectina das bananas é tão eficaz contra o vírus quanto drogas.
Um estudo americano publicado nesta segunda-feira, 15, revela que uma classe de proteína presente nas bananas pode prevenir a transmissão sexual do vírus da Aids.
Segundo os pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, a lectina BanLec é um inibidor natural do HIV "tão potente quanto duas das principais drogas utilizadas atualmente no tratamento da doença".
A pesquisa publicada na mais recente edição da revista especializada Journal of Biological Chemistry explica que o BanLec bloqueia a ação do vírus HIV antes que ele possa se fixar às células sanguíneas.
As lectinas como a BanLec têm despertado interesse cada vez maior dos pesquisadores justamente por serem uma classe de proteína que se liga a carboidratos e é capaz de identificar invasores. Assim, quando um vírus aparece, ela pode ligar-se a ele impedindo a propagação de infecções.
No caso do HIV, a BanLec pode ligar-se à cobertura rica em carboidratos do vírus e bloquear sua propagação no corpo humano. A pesquisa defende ainda que, por sua forma de ação, a BanLec pode oferecer uma "proteção mais ampla".
"O problema com algumas das drogas anti-HIV é que o vírus pode sofrer mutações e tornar-se resistente, mas isso é muito mais difícil na presença das lectinas. Elas podem se ligar aos carboidratos presentes em diversas partes da cobertura do HIV, e isso presumivelmente exigirá múltiplas mutações para que o vírus consiga livrar-se delas", explicou Michael Swanson, um dos autores do trabalho.
Agencia Estado
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