
A população mundial provavelmente vai subir dos atuais 6,7 para 9,2 bilhões em 2050, com a maior parte do crescimento nas regiões menos desenvolvidas, de acordo com um relatório de 2006 da Organização das Nações Unidas. O Fundo de População das Nações Unidas reconhece que não tem provas do efeito que teria o controle da população sobre a mudança climática. "As ligações entre a população e as alterações climáticas são, na maioria dos casos complexos e indiretos", disse o relatório. Ainda assim, Thoraya Ahmed Obaid, diretora-executiva do Fundo de População das Nações Unidas, disse em uma entrevista coletiva em Londres que o aquecimento global pode ser catastrófico para as pessoas nos países pobres, particularmente as mulheres. "Temos agora um ponto em que a humanidade está à beira do desastre", disse ela. Na quarta-feira, um analista criticou declarações do Fundo de População das Nações Unidas como alarmista e inútil. "É preciso um grande salto da imaginação para acreditar que os preservativos gratuitos vão esfriar o planeta”, disse Caroline Boin, analista de políticas da International Policy Network, com sede em Londres" Ela também questionou os esforços anteriores pela agência para controlar a população do mundo. No boletim deste mês do jornal da Organização Mundial de Saúde dois peritos também alertaram sobre os perigos de associar a fertilidade à mudança climática. "Usando a necessidade de reduzir as mudanças climáticas como uma justificativa para diminuir a fertilidade das mulheres provoca polêmica e prevê um mandato de supressão das liberdades individuais", escreveram Diarmid Campbell-Lendrum e Manjula Lusti-Narasimhan.
Fonte: Abril.com

O estudo internacional teve origem no Unaids e prevê algumas séries de vertentes da epidemia até a década de 2030. De acordo com a pesquisa, se o mundo concentrar recursos no combate à epidemia somente em grupos vulneráveis como usuários de drogas injetáveis, homens que fazem sexo com homens, mulheres, entre outros, a redução da epidemia também seria satisfatória a um custo mais baixo. “Mas o ideal seria um plano estrutural que seria mais equânime e trabalharia também aspectos como identidade de gênero. É inaceitável por exemplo trabalhar a prevenção sem abordar a violência contra a mulher”, disse Chequer.
O representante do Unaids também mostrou os principais estudos evolvendo métodos de prevenção, lembrando que tanto a produção de preservativos masculinos e femininos no mundo são insuficientes. De acordo com o órgão das Nações Unidas, em estudo de 2006, haveria um déficit estimado de camisinhas masculinas em cerca de pelo menos 27 bilhões de unidades por ano se metade da população de homens passasse a usar preservativos uma vez por semana. “Além disso, a acessibilidade dos preservativos para a população sob maior risco é de apenas 9%”, lembrou Chequer.
Além de falar sobre prevenção e diferentes métodos, Chequer também comentou outros aspectos que envolvem o tema e, principalmente, com foco local nos dados epidemiológicos. “Temos que pensar menos em dados gerais e entender mais porque certas regiões como o Nordeste e Norte no Brasil apresentam casos tão particulares”.
Pedro Chequer também afirmou acreditar que a prevenção da transmissão vertical (mãe para filho) com procedimentos realizados no pré-natal é uma vacina eficaz contra a doença. “Temos que entender porque a cobertura no Brasil ainda não é tão ampla. Remédio, nós temos. Essa política foi implantada em 97 mas atinge cerca de 60 a 70% da população”, disse.
05 de novembro de 2009
O Departamento de DST e Aids divulga recomendações para o tratamento da gripe A em pacientes com HIV/aids. A indicação é que as pessoas com aids que apresentem sintomas de gripe procurem seu próprio médico ou o serviço de saúde mais próximo logo nas primeiras horas após o aparecimento dos sintomas. O tratamento para a influenza A (H1N1) deve ser iniciado até 48 horas a partir da data de início dos sintomas.
Pacientes imunossuprimidos, ou seja, com a imunidade baixa, são considerados grupo de risco para a infecção e complicações da Influenza A (H1N1). Pessoas com aids e com sintomas de gripe devem ter avaliação e monitoramento clínico constantes de seus próprios médicos. Eles ficarão responsáveis por indicar ou não o tratamento com o oseltamivir (Tamiflu®), além de adotar as demais medidas terapêuticas, inclusive a indicação do exame laboratorial.
O Departamento recomenda que os médicos avaliem individualmente a indicação do tratamento com o oseltamivir (Tamiflu®) em adultos e adolescentes infectados pelo HIV que apresentem síndrome gripal, com febre maior de 38ºC, acompanhada de tosse ou dor de garganta, independente da contagem de células CD4. O monitoramento clínico do paciente pelo seu médico deve ser contínuo.
Destaca-se ainda que não foram registrados eventos adversos entre adultos e adolescentes infectados pelo HIV recebendo oseltamivir (Tamiflu®). Não há também contra-indicações conhecidas para co-administração desse medicamento com os antirretrovirais.
Faça uso do preservativo ! PENSE NISSO !