
Recente estudo divulgado pelo Ministério da Saúde revelou que a prevalência do HIV entre os homossexuais com mais de 18 anos em dez municípios pesquisados foi de 10,5%, taxa 17 vezes maior do que a registrada na população em geral. Embora limitado – por ignorar São Paulo e não divulgar a prevalência de cada cidade pesquisada –, o estudo pauta uma discussão escamoteada no Brasil: a infecção pelo HIV tem um impacto desproporcionalmente maior entre os homossexuais.
O que propomos é a retomada de um tema que se tornou marginal: a reavaliação do processo que muitos chamaram de “des-homossexualização” da aids no País.
Os fatos mostram que o perfil da epidemia no Brasil não corresponde àquela teoria tão propalada. Aqui, a aids é concentrada: o HIV não é disseminado uniformemente na população e os homossexuais integram um dos grupos afetados de forma mais contundente.
Mário Scheffer é presidente do Grupo Pela Vidda-SP
Fonte: AGÊNCIA AIDS DE NOTICIAS
Pesquisadores concluíram que lectina das bananas é tão eficaz contra o vírus quanto drogas.
Um estudo americano publicado nesta segunda-feira, 15, revela que uma classe de proteína presente nas bananas pode prevenir a transmissão sexual do vírus da Aids.
Segundo os pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, a lectina BanLec é um inibidor natural do HIV "tão potente quanto duas das principais drogas utilizadas atualmente no tratamento da doença".
A pesquisa publicada na mais recente edição da revista especializada Journal of Biological Chemistry explica que o BanLec bloqueia a ação do vírus HIV antes que ele possa se fixar às células sanguíneas.
As lectinas como a BanLec têm despertado interesse cada vez maior dos pesquisadores justamente por serem uma classe de proteína que se liga a carboidratos e é capaz de identificar invasores. Assim, quando um vírus aparece, ela pode ligar-se a ele impedindo a propagação de infecções.
No caso do HIV, a BanLec pode ligar-se à cobertura rica em carboidratos do vírus e bloquear sua propagação no corpo humano. A pesquisa defende ainda que, por sua forma de ação, a BanLec pode oferecer uma "proteção mais ampla".
"O problema com algumas das drogas anti-HIV é que o vírus pode sofrer mutações e tornar-se resistente, mas isso é muito mais difícil na presença das lectinas. Elas podem se ligar aos carboidratos presentes em diversas partes da cobertura do HIV, e isso presumivelmente exigirá múltiplas mutações para que o vírus consiga livrar-se delas", explicou Michael Swanson, um dos autores do trabalho.
Agencia Estado
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